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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

SUFICIENTES EM DEUS


A tão famosa passagem de Filipenses 4, onde o apóstolo Paulo afirma que “tudo posso naquele que me fortalece” hoje me fez concluir uma coisa: o cristão é um ser suficiente em Deus.

Por mais que essa passagem seja muitas vezes mal interpretada, devemos atentar para o verdadeiro sentido dela. Paulo estava afirmando que ele podia passar por tudo porque o Senhor o fortalecia. Cuidado para não pensar que Paulo era triunfalista. Paulo não estufava o peito para dizer “Tudo posso!”. Creio eu que açoites, prisões, apedrejamentos, fugas e muita perseguição eram sinais claros do não triunfalismo humano... Se Paulo chegasse por aqui hoje talvez chamassem ele de coitadinho, talvez o reputássemos como esquecido de Deus, ou um pecador que não admitia o pecado... Quem sabe até ele recebe uma palavra de vitória, que um novo tempo de Deus estaria chegando.

Se isso acontecesse, creio eu, Paulo, no mínimo, iria abrir a Palavra e nos ensinar as bases do Evangelho, convidando-nos a nos arrependermos de nossa vida tão mundana e humana. Paulo iria nos ensinar que nossa suficiência deve estar em Deus e somente nEle!

Um cristão é aquele que não vê mais no mundo seus prazeres, seu gozo, sua esperança, sua vida... Pelo contrário, deleita-se na grandeza e na santidade de Deus, regozija-se pela misericórdia diariamente derramada por Deus e vive essa vida como peregrino, alegre e firme na esperança da pátria celestial.

Ser suficiente em Deus é difícil em um mundo tão longe de Deus, entretanto o Espírito Santo nos capacita e nos ajuda. Deus nos fortalece para passar por tudo sentindo nossa suficiência nEle!

Que tenhamos nossa suficiência em Deus! Ele é mais do que bastante! Ele nos sacia, nos ouve, nos salva, nos fortalece. Ele é suficiente, cristão!

Por Luiz Pereira

terça-feira, 27 de setembro de 2011

SALOMÃO E OS LÍRIOS DO CAMPO


Mt 6.28,29

Vemos dois paralelos nestes versículos, cujo fim é igualmente distante quanto o é o início. Dois caminhos que todos nós podemos seguir, mas que nos levam para realidades totalmente diferentes.

Um desses caminhos é o caminho de Salomão e o outro o caminho dos lírios do campo.

Salomão, conforme nos contam os registros bíblicos, foi o maior do reis de Israel. Teve um reinado próspero, de paz, muitas riquezas e poder. Porém, seguir pelo caminho de Salomão é escolher o poder que corrompe, é ter experiência com Deus e ainda assim construir para si ídolos, é se deixar levar pela glória que é dada pelo homem, é ser o mais sábio entre os homens mas esquecer-se de que essa sabedoria vem de Deus. Seguir por este caminho é seguir o caminho da auto-indulgência, da loucura da síndrome do poder. É seguir o caminho de um homem que passou a vida correndo atrás do vento.

De Salomão nós podemos dizer que sua maior sabedoria foi arrepender-se e declarar: tudo é vaidade e correr atrás do vento.

Muitas vezes agimos como Salomão, buscando auto-afirmação, prazeres, riquezas e poder que nos coloquem em uma posição de destaque entre os homens, passamos nossas vidas correndo atrás do vento.

Mas não é assim que Jesus nos ensina. Ele nos ensinou a sermos como os lírios do campo. Porque escolher o caminho dos lírios, é fazer a escolha da confiança na providência daquele que cuida e que faz nascer o sol sobre maus e bons, justos e injustos. É assumir a própria fraqueza e incapacidade de acrescentar um metro sequer ao curso da sua vida.

É fazer como Abel, que não tinha preparado nada para oferecer a Deus. Nada que tenha feito com as próprias mãos, nada do seu suor, nada do seu talento, nada que ele tenha criado ou feito crescer, mas pegou um cordeiro que não lhe custava nada, um cordeiro que o próprio Deus havia lhe dado, levou até Ele e pediu: “Senhor, aceita este animal que tu mesmo me destes, aceita como sacrifício em meu lugar”. E Deus o recebeu porque mais adiante em Hebreus 11:4 está escrito que pela fé Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício do que Caim.

Seguir o caminho dos lírios é seguir o caminho da fé, da confiança, da dependência. É crer que o Deus que cuida dos pardais e dos lírios também cuida de nós.

Que essa palavra possa entrar no seu coração, você que pode estar agindo hoje como Salomão, buscando se auto-justificar diante de Deus, procurando a glória dos homens, os prazeres desse mundo. Saiba que, assim como Abel, nós não temos sacrifício que oferecer a Deus, mas Ele mesmo providenciou o sacrifício em nosso lugar e o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo é Jesus Cristo, que te convida a viver como um lírio do campo.

Por Angércio Alexanzito

terça-feira, 20 de setembro de 2011

A PARÁBOLA DAS SETINHAS


Dia desses eu e um amigo muito chegado discutimos sobre setas. Na verdade, para ficar mais claro, sobre correspondência. Em qualquer relacionamento, é necessária e louvável a correspondência. Como é chato e triste quando o amor ou a amizade só vem em um sentido. Na nossa conversa, veio a questão de ações. O que fazer para mostrar a correspondência? Como demonstrar a “setinha de volta”? Ora mais, nada mais simples do que fazer o que é agradável a outra pessoa. Quando há uma intimidade, os participantes dela se conhecem, sabem o que agrada e o que desagrada. Se a setinha em um sentido não está tão forte quanto no sentido contrário, é hora de corresponder, de mostrar que a relação não é individual, mas que é correspondida.

Estamos falando muito sobre relacionamento interpessoais. Se formos focar em nosso relacionamento com Deus, observaremos algo muito inacreditável. Uma seta gigantesca está em nossa direção. E quão gigante ela é: “Por que Deus amou o mundo DE UMA TAL FORMA que deu o Seu Filho unigênito para que todo aquele que nEle crê não pereça mas tenha a vida eterna.”(Jo 3.16). Não há amor maior que esse! O maravilhoso amor de Deus! Quão grande seta está em nossa direção! Nos alcança, nos preenche, nos envolve... maravilhoso amor.

Quando pessoas não correspondem nossos sentimentos ficamos tristes. Imagine então Deus. Você pensa que ele não fica triste quando não aceitamos e correspondemos ao Seu amor? Ele nos deu o direito de rejeitarmos, mas essa não é a vontade dEle. “Pois Ele deseja que todos cheguem ao pleno conhecimento da verdade.” (1 Tm 2.4). Ele deseja que correspondamos ao Seu amor.

Mas como corresponder a Esse tão grande amor? Nós nunca conseguiremos enviar uma seta tão grande! Uma frase bem famosa que diz: “Não há nada que você possa fazer para que Deus te ame, e não há nada que você deixe de fazer que ele deixe de te amar.” Realmente, nada será suficiente para ‘igualar’ as setas. Ele nos ama de uma maneira completa. A única forma de ‘tentarmos’ corresponder a Ele é se nos rendermos completamente! Isso mesmo, total entrega. Dependência dEle, vida para Ele, entrega total! No nosso relacionamento diário, nossas ações serão para agradá-lo.

Ele tem ciúmes de nós. Ele nos ama e deseja nos ter completamente. Ele fica triste quando perdemos tempo em relacionamentos que atrapalhem o nosso com Ele. Ele deseja exclusividade! Será que ele está exigindo demais? Com um amor tão grande derramado em nossos corações, isso não é exigir! Inundados desse amor e dessa graça, que nos rendamos e digamos: “Somos completamente teus”.

Que nossas ações sejam para corresponder o amor de Deus. Que a cada dia nossa setinha sempre aumente. Que nossa rendição seja total! Ele nos amou e nos ama! Que o amemos também!

Cheio desse amor,

Luiz Pereira.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

VISÃO DE DEUS


Provavelmente, os olhos são os principais membros do corpo. São através deles que podemos nos atentar para o que nos cerca. Como é ruim a vida de um cego. Não poder ver as cores do céu nem mesmo contemplar a sua propria face. Se formos classificar os sentidos, a visão, muito provavelmente, vai estar em primeiro lugar. É muito importante enxergarmos. Nós, como parte do Corpo de Cristo, não podemos limitar nossa visão à vida humana. O Senhor quer que a sua Igreja tenha a visão espiritual das coisas que acontecem. A visão que a Igreja tem que ter é a visão de Deus.

Visão de viver somente pra Deus, viver a vida que Ele nos deu, uma vida que não é para nós mesmos.

Visão de não se alinhar com esse mundo, nem se conformar com o presente século.

Visão de andar na contra mão do mundo, vivendo o verdadeiro Evangelho, que está longe de qualquer engano e falsificação.

Visão de ser um verdadeiro discipulo de Jesus, andando como Ele andou, vivendo como Ele viveu, amando como Ele amou, até o fim.

Visão de seguir os passos de um Mestre, maior do que qualquer filosofia ou pensamento humano.

Visão de viver em santidade, mesmo que o mundo seja mal, e esteja completamente corrompido e depravado. Com essa santidade, e somente com ela, poderemos ver a Deus.

Visão de acreditar no impossível, mesmo que tudo se mostre contrário. Visão de obedecer. Obedecendo estaremos cumprindo a vontade, andando nos trilhos, buscando a perfeição.

Visão do Amor. Amor incondicional. Amor que não faz acepção. Tendo um coração humano realmente é difícil amar como Jesus amou, por isso que devemos ter um novo coração, que ama até mesmo os inimigos.

Visão de conquista. Conquista das batalhas desta vida. Apesar de tudo, todas as guerras que enfrentamos aqui, principalmente aquelas contra o inimigo de nossas almas, não hão de se comparar à glória que um dia teremos. Que nos revistamos da armadura da fé, para vencermos.

Visão de esperança. Esperar no tempo que Deus está preparando para nós. Se tivermos esperança não viveremos ansiosos. E não devemos andar preocupados pois se nosso Pai veste tão bem os lírios do campo, que tem um tão breve curso de vida, quanto mais a nós, escolhidos para viver uma vida semelhante à dEle.

Visão da Esperança. Esperança de vida eterna, que começa quando aceitamos a Jesus, abrimos nosso coração e devolvemos nossa vida ao controle dEle. Ele um dia voltará para  nos levar à pátria preparada para nós desde a fundação do mundo. Nesta esperança é que temos paz, aguardando esse tão esplendoroso dia. Jesus Cristo é a nossa paz.

Visão de liberdade. Liberdade conquistada com sangue, um sangue carmesim vertido num madeiro por mim e por você, por todo o mundo. O véu foi rasgado e a graça derramada sobre nós. Liberdade temos para viver na plenitude da Sua vida esperando sua vinda.

Visão de Fé. Fé que move montanhas, que parece loucura para os homens, mas que assim como a mensagem da cruz, é poder de Deus. Fé em um Deus invisívil que se manifesta visivelmente em toda a criação.

Visão de luz. Pois Ele é um manancial de vida, que fez manifestar Sua luz à nós. Luz que dissipa toda treva que há nesse mundo tenebroso. Luz no fim do túnel: esperança sem fim, que nunca morre.

Visão celestial. Visão de ajuntar tesouros no céu, onde a traça não destrói, nem a ferrugem corrói e nem o ladrão pode roubar.

Visão de vitória, pois a maior vitória já foi conquistada na cruz há mais de dois mil anos. Cada cravo daquela cruz, cada uma daquelas chicotadas, toda aquela agonia foi porque Jesus tornou-se o pecado, o opróbrio do mundo para que atraísse todos a Ele, com sua ressurreição.

Visão missionária. Uma complementação da visão do amor, pois se formos movidos com o Amor de Deus, o verdadeiro amor, seremos constrangidos a levar as Boas Novas a todos os lugares desta terra. Olhar com Seus olhos, tocar com Suas mãos, abrir mão do reconhecimento humano para ser conhecido no céu, como uma Atalaia do Exército de Cristo. Evangelizando com nossas vidas. Se necessário, usando palavras. Alcançar os confins da terra é o desejo de Deus, e Ele nos comissionou para tal. Não nos deixou sós, mas nos enviou seu Consolador, o Espírito Santo, e Ele mesmo estará conosco até a consumação dos séculos.

Visão de Vida abundante. Vida abundante que está longe de mansões, carros de luxo ou fama, mas que abunda da graça divina, que é melhor que nossa própria vida. Vivendo com as virtudes do fruto do Espírito. Abrir mão deste mundo por uma pátria muito melhor, ao lado de um Salvador Eterno, cheio de amor para nos dar, para um júbilo sem fim.

Para termos a Visão de Deus devemos estar focados nEle. Você já viu alguém acertar um tiro em um alvo sem uma boa mira? Cristo deve ser o Alvo de nossas vidas e sua Palavra, nossa mira. O Deus que nos criou, que planejou nossa redenção e consumou toda a obra mesmo que não mereçamos.

Que nossos olhos estejam sempre em Deus, para nunca nos afastarmos dEle, para que não tropecemos nas pedras que estão no caminho nem nos machuquemos nos espinhos que querem nos ferir. A caminhada é difícil. É estreito o caminho, mas é só Ele que nos conduz à Vida. Só Jesus tem palavras de Vida. Que nunca abandonemos a fé.

Ponhamos nossos olhos em Deus, e Ele dissipará toda treva, nos dará alegria completa e força para a caminhada. Não nos esqueçamos que Ele é nosso alvo. Pensemos em Seus atributos maravilhosos,  em tudo que Ele é e em tudo que já fez por nós. Vamos seguir seus passos pedindo Sua orientação. E quando precisarmos, peçamos para Ele limpar nossos olhos.

Hoje não o contemplamos perfeitamente, só como espelho, pois nossa natureza pecaminosa não nos permite. Haverá um dia, e não está longe, que seremos transformados e iremos para a Glória. Os sinais nos avisam: JESUS ESTÁ VOLTANDO. Que ponhamos nossos olhos em Deus e nos entreguemos  completamente à Visão dEle para nós. Não há ninguém tão lindo quanto Ele para onde podemos olhar.

Por Luiz Pereira


quinta-feira, 30 de junho de 2011

DEUS É DEUS: SIMPLES ASSIM

"Ai daquele que contende com seu Criador, daquele que não passa de um caco entre os cacos no chão. Acaso o barro pode dizer ao oleiro: ‘O que você está fazendo? ’ Será que a obra que você faz pode dizer: ‘Ele não tem mãos?’
(Isaías 45:9)

É fácil demais dizer que acreditamos em Deus, mas quando Ele quer mexer em nossas “estruturas” começamos a perguntá-lo o porquê.

Ser moldado por Deus muitas das vezes é um processo doloroso, porque as vezes é preciso desfazer para refazer tudo de novo. 

Nem sempre entenderemos o porquê, mas no final de tudo é algo tão maravilhoso. E aí experimentamos e comprovamos a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

“Como o vaso, que ele fazia de barro, quebrou-se na mão do oleiro, tornou a fazer dele outro vaso, conforme o que pareceu bem aos olhos do oleiro fazer.” (Jeremias 18:4)

Foi assim com Saulo. Foi preciso Deus desfazer os costumes, a cultura e até mesmo a sua identidade. De Saulo foi para Paulo. De perseguidor tornou-se perseguido. 
Foi preciso Abrão sair da sua terra para Deus fazê-lo pai de uma grande nação, tendo o seu nome mudado para Abraão.
Foi preciso José ser jogado no poço para ser levado ao Egito e ali os propósitos de Deus se cumprirem.
Foi preciso Daniel e seus amigos irem a Babilônia e ali o nome de Deus foi Glorificado.
Foi assim com Noé, Jonas e tantos outros homens. Por que não aconteceria isso com a minha ou com a sua vida?


Quem somos nós para dizer o que Deus pode ou não pode fazer? 

“Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim.” (Gálatas 2:20a)

Deus faz o que Ele quer: da maneira, modo e na hora que Ele quer. 

Deus é Deus! Simples assim.

Por Andreza Vaz

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O RIO E O COMODISMO


A visão que Deus dá a Ezequiel, narrada no capítulo 47, é algo bem confrontador para nós. Já tantos pregadores basearam suas mensagens e estudos nesse texto, mas não é por isso que não podemos extrair mais dessa passagem.

O profeta é levado à beira de um rio e em seguida é posto em várias partes do rio. Primeiro, as águas tocam-lhe apenas os tornozelos, depois, os joelhos, os lombos e por fim ele já não podia ficar no rio senão nadando: eram muitas águas. Quando aceitamos a Jesus, como diz a Sua palavra, rios de águas vivas fluem do nosso interior. Jesus é a fonte de vida, é a fonte dessas águas vivas. Começamos a experimentar o rio de Deus em nossas vidas, o rio de vida, o rio de cura.

Entretanto, podemos ficar acomodados no nosso nível de avanço no rio. Talvez seja confortável estar apenas com os tornozelos molhados. Talvez seja mais fácil apenas receber o que Deus deu às outras pessoas, ouvir uma pregação, assistir um vídeo edificante, ler um post. É mais cômodo, convenhamos. Quem sabe avançamos mais um pouco, ficamos com a água nos joelhos. E lá estamos, tranquilos, indo à igreja, participando de campanhas, dizimando. Tudo está muito bem nesse nível. Se avançarmos um pouco mais talvez não tenhamos mais o controle... ou não... água nos lombos ainda nos deixa cômodos e confortáveis. Um ‘boa noite’ para o Senhor, um agradecimento, um ritual... não queremos perder o controle, ainda que as canções do meio gospel sejam de entrega total, de rendição ao Senhor, cantamos de boca para fora.

O Senhor deseja falar. É óbvio isso. Até o mais cético concordará comigo. Entretanto, porque não ouvimos Sua voz? Será que a mão dele está encolhida, contrariando o que diz Isaías? Acredito que não. A culpa está em nós não pararmos com Ele. O erro está em ficarmos acomodados com o nosso relacionamento com Ele. Do jeito que está está bom. E perdemos a oportunidade de verdadeiramente mergulhar no rio de Deus, de nos perdermos em suas águas purificadoras. Perdemos a oportunidade de experimentar o infinito de Deus. Deus tem mais. Mais graça, mais misericórdia, mais poder, mais unção, mais fé, mais, mais, mais... Ele não quer guardar para si. Ele quer nos dar. Mas há um preço a ser pago para que experimentemos dEle. Há a renúncia de momentos de sono para estar em oração. Há a renúncia de um momento de diversão ou até mesmo de estudo por um tempo a sós com Ele. É necessário renúncia quando estamos nadando no Rio de Deus.

Mas essa renúncia vale a pena. Vale a pena ser levado pelo Rio de Deus. Vale a pena um momento a mais de oração. Só por Deus, não por bênçãos... só por Deus. O único interesse é Deus, simplesmente. Quando o Rio flui em nós, quando estamos nadando nesse Rio, vida transborda de nós e alcança até o que está morto.

Temos a opção de vivermos mediocremente, num cristianismo ralo, pura religiosidade, ou vivermos para Deus, experimentando da Sua plenitude. Vivendo em Deus. Nadando no Rio de Deus e transbordando vida. O que vamos escolher?

Mergulhe e aprecie sem moderação o Rio de Deus!

Por Luiz Pereira

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

TODOS SOMOS FILHOS


João, em sua primeira epístola, nos lembra: “Vede quão grande amor Deus derramou em nossos corações, ao ponto de sermos chamados seus filhos” (3.1). Reconhecer a paternidade de Deus para conosco é algo maravilhoso. Ele, como Pai amoroso, enviou Seu Filho primogênito, Jesus, o Cristo, para morrer e dar à vida a muitos outros filhos, que somos nós. Realmente é um grande amor.
Entretanto, há alguns filhos que fazem como o irmão mais velho do filho pródigo. Ambos receberam a mesma criação, o mesmo amor do Pai, mas o mais velho envaideceu-se por nunca ter saído da casa do Pai, sempre ter servido em sua casa, e não se alegrou com o retorno do seu irmão mais novo. Foi uma atitude egoísta, puro farisaísmo. Utilizava sua justiça para julgar seu irmão e não concordava deste ganhar uma festa de retorno, enquanto a justiça correta era a de seu Pai, que lançou no mar do esquecimento os pecados do filho mais novo.
Quantas vezes, amados, somos iguais a este filho. Não sabemos nos alegrar com o retorno de um filho querido ao Lar de Deus, e começamos a julgar, lançando em rosto erros do passado cometidas pelo pródigo e gabando-nos de nossas boas ações.
A resposta do Pai foi contra essa revolta de seu filho. “Tu sempre estás comigo. Tudo que tenho é teu.” Quantas vezes, mesmo com muitos anos de convertidos, vivemos sem gozar de toda a vida abundante que Deus nos dá. Estamos em igrejas, mas longes do lar. Nosso coração não está centrado em nosso Pai. Isso nos atrapalha e levamos a um egoísmo quando vemos filhos “mais novos” gozando de tudo que o Pai tem para dar.
O Pai quer que vivamos a vida plena que Ele conquistou na cruz para nós, pagando nosso preço e fazendo-nos, todos, seus filhos. Não há  acepção. Todos  somos filhos. Não há filhos favoritos. Somos filhos. Que recebamos bem os pródigos e vivamos a vida que o Senhor tem para nós, livres de todo egoísmo e falta de perdão. A nós pertence toda a vida abundante: basta escolhermos vivê-la, como irmãos, todos filhos de um Pai tão amoroso.

Por Luiz Pereira


segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

RETRATOS DO AMOR DE DEUS


É evidente que a relação de amor do Criador para com sua criatura é único, ímpar e sem comparação, mas o nosso frágil poder de pensar e imaginar pede-nos que façamos algumas analogias para compreendermos melhor a profundidade do amor de Deus para o homem.


“Desci à casa do oleiro e eis que ele estava entregue à sua obra.” (Jeremias 18:3)

A relação de Deus com o homem é retratada na passagem em que Jeremias vai à casa do oleiro. Assim como o oleiro não se satisfaz em ver sua obra desmanchando-se imperfeita e torna a modelá-la, nós somos também obra de arte divina na qual ele trabalha e não ficará satisfeito até que apresentemos determinado caráter. Ao fazer um rabisco simples, um artista talvez não se importe com as imperfeições, mas quando faz a obra de sua vida, o quadro que ele ama, ele irá esforçar-se infinitamente para obter sua obra prima. Talvez se o quadro ou o vaso fossem dotados de sentidos não desejasse ser quebrado, remodelado, raspado, repintado pela décima vez, preferindo ser apenas um esboço que fosse terminado rapidamente, da mesma forma é natural querermos que Deus nos dê um destino não tão árduo, mais fácil e menos glorioso. Isso não é querer mais amor e sim menos.

“Ó pequenino rebanho” (Lucas 12:32)

Outro bom exemplo de amor é o que o homem tem por um animal, este melhor que o primeiro porque o objeto amado é dotado de sensibilidade. A relação, por exemplo, entre um homem e um cachorro pode nos ensinar sobre o amor de Deus.

Em primeiro lugar o homem amansa o cão para poder amá-lo e não para que o cão o ame. Ele o adestra para que o cão possa servi-lo e não ele ao cão. No entanto os interesse do cachorro não são sacrificados em favor do homem.  O homem interfere na natureza do cão para torná-lo mais amável do que ele seria no seu estado natural, banha-o, ensina-o a fazer as necessidades no lugar certo, ensina-o a não roubar as coisas para que possa amá-lo interiormente. O filhote se pudesse raciocinar talvez poria em dúvida a bondade do homem, mas depois de crescido saudável, maior e com mais tempo de vida que um cão selvagem, estaria totalmente agradecido e amaria ao homem que cuidou e o adestrou.

“Porque o pai ama ao filho” (João 5:20)

Jesus muitas vezes usou a analogia do amor de um pai para o filho para expressar o amor de Deus para o homem, mas é importante salientar que na época em que Jesus pregava a autoridade paterna ocupava um lugar bem mais elevado que nos nossos dias. O amor neste símbolo significa amor autoritário de um lado e amor obediente do outro. O pai que ama utiliza de sua autoridade para fazer do filho o que ele, com sua sabedoria superior, deseja que o filho seja. Não é amor o que sente um pai que diz: “Amo o meu filho, mas não me importa que seja um canalha, contanto que esteja satisfeito e se divirta.”

“Também ame a sua própria esposa.” (Efesios 5:23)

Assim como o homem ama a sua esposa, Deus ama a humanidade.  O amor, por sua natureza, exige o aperfeiçoamento do objeto amado. Quando nos casamos deixamos de nos preocupar com nossa mulher, se ela é limpa ou desleixada, bonita ou feia? Pelo contrario, aí é que começamos a nos preocupar. Ou será que alguma mulher considera prova de amor o fato de seu marido ignorar sua aparência ou não se preocupar com ela? O amor pode amá-la ate quando a beleza se perder, mas não porque se perdeu. Pode perdoar as fraquezas, mas não querer que não sejam eliminadas. O amor é mais sensível que o próprio ódio às imperfeições no ser amado. O amor é o que mais perdoa, mas é o que menos fecha os olhos para o erro. Ele se satisfaz com o pouco, mas exige tudo.

Deus não ama o homem apenas com uma preocupação desinteressada ou uma preguiçosa benevolência que deseja que você seja feliz a sua maneira, mas com o amor que criou os mundos e não poupou o seu Filho para nos resgatar.

Que Deus nos ajude a conhecer o tamanho, a largura, a altura e a profundidade do Seu amor.

(Por Dc. Angércio Júnior - 
Baseado no Livro "O problema do sofrimento" de C. S. Lewis)

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

MEDITAÇÕES SOBRE AMOR


É sempre bom meditar, não sem sentir o coração apertar e as entranhas se remoerem causando um certo arrepio, na definição exata do que chamamos de AMOR. E sem querer fazer uma descrição teórica, e já conhecida de muitos, não há que se falar aqui nos “tipos” de amor que se tem em relação a tais e tais pessoas. O que causa admiração e, porque não dizer, certo incômodo, é quando se tenta comparar o conceito próprio de amor com o conceito do amor de Deus, que tem algumas de suas características poeticamente descritas por Paulo em uma de suas cartas aos Coríntios.
Não há ali uma sugestão de mensagem a ser postada em um belo cartão de natal. Deus, ao revelar tais verdades a Paulo, não está tentando nos convencer, enquanto lemos, de que Ele nos ama daquela forma e de que se ele não tivesse determinado o registro daquele texto em sua Palavra jamais perceberíamos essa verdade. A descrição feita ali está partindo da prática e, antes mesmo de que a conhecêssemos organizada em versos como está, Deus já manifestava esse amor para conosco, desde sempre. O amor descrito ali é mais que poesia, é atitude, é amor como estilo de vida, amor percebido em ações que se configuram muito mais em perda que em ganho por parte de quem ama. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta...
Em I Coríntios 13 está registrado o padrão de amor que Deus espera que manifestemos para com ele e para com o próximo. Amor que é transportado da esfera do sentimento e da emoção e por decisão para a esfera da prática, do viver. Tem-se, ao ler o texto, como que um espelho por onde é possível enxergar como estamos diante do padrão de Deus.
Antes de cantar, escrever ou mesmo falar de amor, é preciso tê-lo como base e motivação das ações. É muito bom dizer para Deus e para pessoas a quem se ama o quanto esse sentimento preenche e inunda o ser. Mas há de haver uma convergência entre o que se fala e o que se faz, e não um paradoxo.
A Bíblia ensina a melhor forma de se demonstrar amor a Deus: através da obediência aos seus mandamentos. E essa obediência será o amor na prática, e o texto de Coríntios se cumpre quando, mesmo com perda, com dor, com silêncio, mantemos firme o compromisso de atender prontamente as ordens do Pai expressas em Sua Palavra. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta...
A melhor forma de afirmarmos amor ao nosso próximo é fazendo-lhe o bem, preferindo ser prejudicado, humilhado, ofendido e ultrajado a ter que fazer isso a alguém. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta...
Apesar de estarmos em época de natal, tempo que os homens escolhem para deixar aflorar os mais puros sentimentos, as mais sinceras manifestações do desejo de que haja paz, sucesso e amor, a realidade dos fatos mostra que há uma certa extinção do amor em nossa sociedade. Amor que não vê o rosto, que não sente o cheiro, que não julga, mas que estende a mão, indistintamente, sem lançar em rosto, sem esperar nada em troca.
Que possamos assumir o papel de verdadeiros cristãos deixando o amor de Deus fluir como uma corrente poderosa e contagiante, que é capaz de reverter situações terríveis e (re)escrever finais felizes para inúmeras histórias de tragédia que conhecemos. É certo que a profecia está se cumprindo e que o amor de muitos tem se esfriado, mas Cristo nos convida a “pegarmos a contra mão” desse sistema, a sairmos do grupo dos muitos e irmos para o grupo dos poucos, a nos espelharmos mais no amor de Deus, aprendendo com Ele e com o que Ele tem feito por nós unicamente por amor.
E que assim o amor, a graça e a misericórdia de Deus possa fluir através de nós e alcançar a todos que nos cercam.
Feliz Natal (com amor)!!!!
(Por Caroline Vieira)

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

VOLTEMOS AO MANANCIAL


Com o quê você procura satisfazer-se? Será que é com romances, com a fama, com o dinheiro, com o poder, com mordomias, com a idolatria? Você tem sede de algo, e busca de diversas formas saciar-se. Será que você tem depositado suas esperanças em quem realmente pode saciar sua sede?
Fiquei impactado com o texto de Jeremias 2, onde o Senhor fala para Israel sobre a sua prostituição. Israel havia abandonado a Deus. Deus indaga que queixa o povo teria para deixá-lo, pois Ele sempre foi e deu tudo para o povo escolhido. O Soberano não conseguia entender como Israel o havia abandonado, Ele sendo verdadeiro Deus, porque nem mesmo as nações pagãs haviam abandonado seus deuses, que nem mesmo eram deuses de fato.
Quantas vezes nós também, escolhidos para sermos filhos de Deus, nos desviamos de Deus. Estamos mais interessados em coisas do mundo, em fama, em reconhecimento, em vaidade, em prazer – coisas que são inigualáveis às bênçãos advindas de seguir a Deus e viver segundo seu propósito. Nossas motivações estão erradas e ficamos a contender com Deus não querendo reconhecer nosso erro. Estamos focados em adorar criaturas, ao invés de venerar única e exclusivamente o Senhor Santo. Tudo que tira o nosso foco de Deus é idolatria, e temos nos enveredado por esse caminho muitas vezes sem reconhecer.
Só Deus pode saciar nossa sede, mas sempre queremos encontrar fontes falsas, que não nos dão a água da vida. “A mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas rotas, que não retém água” (Jr 2.13). Cavamos para nós cisternas que não podem nos satisfazer e nos indagamos sempre porque o vazio tão grande que há dentro de nós. Não reconhecemos que só Ele pode saciar nossa sede, pode preencher nosso vazio. Estamos afastados de Deus, mesmo que com livre acesso. Ele nos chama, mas vamos em direção contrária.
Quero desafiar você a voltar-se a Deus. Não me entenda mal, não estou julgar ninguém, é algo real para mim também. Desejo que nossos corações retornem ao primeiro amor. A sua bondade nos leva a nos arrependermos, e isso deve ser dia a dia. Que sejamos como o Israel que recebia tudo de Deus e o servia com alegria – mesmo no deserto, Deus em tudo os supria. É um desafio diário, para mim e para você, deixarmos de lado nossos “deuses” que muitas vezes criamos sem reconhecer. Temos que abrir mão de reconhecimento, de fama, de prazeres, de nossas “cisternas rotas”, e nos voltarmos ao Manancial do águas vivas, nosso Senhor Jesus, fonte inesgotável de vida e paz.
(Por Luiz Pereira)

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O PADRÃO DO PERDÃO DIVINO


Ao ouvir o ensino de Jesus sobre como devemos insistir em pedir perdão ao próximo e buscar incessantemente a reconciliação com o irmão, Pedro, espantado com tão elevado padrão, dirige-se a Jesus e interroga-lhe: “Senhor, devemos perdoar até sete vezes?” Ao que Jesus responde: “Não só sete, mas setenta vezes sete.” Jesus elimina assim todo o limite que Pedro, você ou eu pensávamos devesse haver para se perdoar. A mente humana decaída só conseguiria conceber vingar-se setenta vezes sete (Gn 4:24) mas Jesus mostra-nos um padrão muito mais elevado: o perdão divino. Depois de surpreender Pedro e os demais ouvintes com sua resposta sobre perdão, Jesus trás uma parábola (Mt 18.23-35) que é ilustração daquilo que Ele queria ensinar sobre perdoar no padrão divino. Essa parábola nos ensina quatro princípios sobre perdão que devemos ter sempre em mente:


1.    TODOS SOMOS DEVEDORES: Todos devemos a Deus. Todos devemos mais do que valemos. Nosso pecado e culpa são maiores do que nossa capacidade de pagá-los. (v.25)


2.    TUDO QUE O PROXIMO NOS DEVE É INFINITAMENTE MENOR, QUE O QUE DEVEMOS A DEUS: Ao rei o servo devia 10 talentos (60 milhões de denários), o seu conservo lhe devia apenas 100 denários. O que o próximo me deve não se compara com o que devo a Deus (v. 24, 28)


3.    TODOS OS QUE RECEBERAM PERDÃO TEM O COMPROMISSO PERPÉTUO DIANTE DE DEUS DE PERDOAR: Você tem o compromisso perene e definitivo de perdoar tantas vezes quantas forem necessárias, pois você também recebe esse perdão de Deus (v.32).


4.       QUEM NÃO PERDOA COLOCA-SE DEBAIXO DO JUíZO DE DEUS: Aquele servo malvado foi lançado aos verdugos, dos quais tinha sido poupado anteriormente, assim também Jesus nos alerta: “Da mesma maneira, meu Pai celeste vos fará se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão” (v. 35).


Existe uma história que fala de um certo beduíno que estava na sua tenda ao sol da palestina, quando entrou correndo um garoto adolescente chorando ofegante. Logo em seguida chegou também uma turba alvoroçada empunhando cacetes e facas. Abriram a portinhola da tenda e disseram: “- Dá-nos o garoto porque ele é um assassino!” O beduíno respondeu: “- Mas há uma lei entre nós que diz que se um assassino se refugiar na tenda de alguém e essa pessoa lhe der abrigo e guarida, então ele está absolvido. Eu me compadeci desse garoto, quero perdoar-lhe”. E o garoto tremia. Mas eles disseram: “– Você quer perdoar-lhe porque não sabe o que ele fez nem quem ele matou”. O beduíno falou: “– Não importa, quero perdoá-lo”. Os homens então afirmaram: “– Ele matou seu filho! O corpo está lá fora sangrando na areia!” O beduíno caiu em profundo silêncio por alguns instantes, depois, enxugando as lagrimas, disse: “– Então vou criá-lo como se fosse meu filho, a quem ele matou”. Deus não fez isso por nós ao entregar Seu Filho? Esse é o padrão do perdão divino. E o padrão para o qual Deus nos desafia.                               


(Por Angércio Júnior - publicado no Informativo Ee-taow Outubro 2010)

domingo, 26 de setembro de 2010

SEU MANDAMENTO


Alguns posts atrás escrevi sobre a vida de Jó e o propósito de Deus em toda as perdas que Jó sofreu. Deus queria que Jó O conhecesse. Entretanto, como sabemos se conhecemos a Deus? Há algum indício prático do nosso conhecimento dEle?
João nos revela algo maravilhoso na sua primeira carta. “Sabemos que O temos conhecido por isto: se guardarmos os seus mandamentos.” (1Jo 2.3) Nós conhecemos a Deus se conhecermos e aplicarmos os seus mandamentos às nossas vidas. “Os seus mandamentos não são penosos” (1Jo 5.3).
E qual é o mandandento dEle? “Que vos ameis uns aos outros assim como eu vos amei” (Jo 15.12). Jesus trás ao mundo uma nova filosofia de vida: o Amor. O mandamento dEle é que nos amemos apesar das diferenças, apesar das inimizades, apesar dos desapontamentos. Nos amemos movidos pelo amor dEle. “Como o Pai me amou, também eu vos amei: permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecei no meu amor” (Jo 15.9,10).
Deus demonstrou um amor muito grande pelo mundo ao ponto de salvar sua criação enviando seu Filho Unigênito, para pagar a cédula de dívida de pecado que estava em nós. Jesus, amado de Deus, Filho único, amando seu Pai, obedeceu. Humilhou-se, tomou forma de homem e foi até a cruz, amando a humanidade. O amor dEle o levou a morte, e o ressuscitou, para que hoje pudéssemos estar vivos.
Quando conhecemos a Deus, o Seu amor começa a mover-se em nós. Quando guardamos a Sua palavra, estamos sendo aperfeiçoados no amor dEle (1Jo 2.5). E o amor dEle nos constrange a amar os outros. “Nós amamos porque Ele nos amou primeiro” (1Jo 4.19).
O mundo necessita de um verdadeiro amor. Um amor sem interesses, que não quer nada em troca. Necessita do amor de Deus. Para que o mundo conheça a Deus, como embaixadores do Reino de Deus na terra, temos que demonstrar amor com nossas ações. Se o temos conhecido, temos que obecê-lo: amando até o fim como Jesus nos amou.
 (Por Luiz Pereira)