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sexta-feira, 29 de julho de 2011

UM EXEMPLO PARA NÃO SER SEGUIDO


Os personagens da Bíblia não são todos perfeitos. Aliás, apenas Cristo foi exemplo de perfeição. Todos os outros nos mostraram lados bons e lados ruins. Alguns mais coisas negativas do que positivas. Um desses foi Ló. Ele foi um exemplo a não ser seguido.

Ló era sobrinho de Abraão. Saiu da terra de Ur dos Caldeus com seu pai e Abraão. Morou em Harã e, por seu pai não ser mais vivo, acompanhou Abraão na peregrinação para a terra de Canaã. Ló era muito rico. Era um próspero fazendeiro. Abraão também, e por problemas de convivência dos pastores dele com os de Ló, tiveram de separar-se. A terra não sustentava as posses dos dois juntas. Então Abraão permitiu que Ló escolhesse para onde ele iria. Se Ló fosse para a direita, Abraão iria para a esquerda. Seria uma separação séria.

Ló olhou e viu as verdes campinas do Jordão, uma terra fértil, com cidades grandes e possibilidade de crescimento financeiro. O lugar ideal, bem confortável para suas riquezas. Escolheu habitar em Sodoma. Escolheu o mais fácil, o mais confiável. Abraão, entretanto, partiu na direção contrária. No deserto ele habitaria. Longe de muita fertilidade, de muita civilização. Abraão confiava nas promessas de Deus e não se preocupou como seria sua vida no deserto.

Aqui chega o primeiro ponto da vida de Ló que não devemos seguir. Muitas vezes estamos diante de tão atraentes portas. Possibilidades almejantes pelo mundo. Tudo de bom, tudo de confortável, o sonho de todos. Sem por na balança e analisar o que é melhor do ponto de vista de Deus, escolhemos o conforto, escolhemos as coisas do mundo, escolhemos o mundo. Triste escolha de Ló e triste escolha nossa também.

“Busquem primeiro as coisas do Reino e as demais coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33). Devemos nos preocupar com nossa vida com Deus quando estamos diante de escolhas importantes. ‘Será que minha vida com Deus vai ser melhor ali?’. Temos de ter o cuidado de não nos iludirmos – temos que ser realistas. Analisar as coisas sob a orientação de Deus, pedindo ao Espírito Santo nos ajude a escolher. É melhor estar desconfortável mas no centro da vontade de Deus. É melhor abrir mão do mundo por Deus. O brilho do mundo se apaga diante de Deus. Tudo passa. Tudo acaba. No caso de Ló, acabou em fogo e enxofre.

O pecado de Sodoma e Gomorra tinha subido a Deus, e chegara a hora de haver justiça contra aquelas impiedades. Deus enviou dois anjos para destruirem aquelas cidades. Abraão, sabendo disso pois tinha intimidade com Deus, intercede por Ló (Gn 18.23), aliás, pelos justos. Naquelas cidades não havia sequer dez justos. Mas Deus, atendendo o pedido de Abraão, livra a Ló e sua família. Mesmo provando da misericórdia de Deus, Ló não queria se desapegar de suas riquezas. Demorou-se a sair de sua casa. Seus genros não atenderam seu aviso de que tudo estava para ser destruído. Sua mulher, apegada ao passado, às suas riquezas, à sua vida confortável, ao seu pecado, desobedece à ordem do anjo e olha para trás, e é transformada numa estátua de sal.

Ló não exercia uma liderança espiritual em sua casa. Sua família era desestruturada. Seus genros riram-se dele quando ele falou que Deus faria juízo ao pecado daquela terra (Gn 19.14). Ló ofereceu suas filhas virgens para satisfazerem os desejos sexuais dos pecadores de Sodoma. Sua mulher olhou para trás. Suas filhas, cheias de medo de não se casarem, praticam incesto com seu pai sem ele saber (Ló estava bêbado). Um líder espiritual displicente, que não guiava seus familiares instruídos no temor a Deus.

Ló, mesmo tendo vivido muitos anos ao lado de Abraão, homem que tinha grande conhecimento, temor e intimidade com Deus, quando se separou de Abraão não seguiu o caminho próximo a Deus, como seu tio. Abraão era uma muleta espiritual para Ló. Quando viveram juntos, Ló foi educado no temor, mas depois, na hora de andar com as próprias pernas, viveu perto do pecado, apegado ao mundo, longe de Deus.

Devemos ter a preocupação também de saber andar com nossas pernas, espiritualmente falando. Sem muletas. Sem apoios. Deus quer uma resposta nossa, individual, do que queremos pra nossa vida: se queremos serví-Lo mesmo ou se estamos apenas passando o tempo.

Que não sigamos o mal exemplo de Ló, mas que nossa resposta a Deus seja sim! Que andemos no temor de Deus! Que guardemos nossa coroa! Que instruamos nossos filhos no caminho do Senhor! Que não nos apeguemos às coisas do mundo! Que não olhemos para trás, para o passado, talvez manchado de pecado. Que fixemos nossos olhos no invisível, que é eterno! Que prossigamos para o alvo, rumo ao prêmio da soberana vocação! Que nossos olhos estejam fixos em Cristo, autor e consumador da nossa fé!

Para sempre com Ele,

(Texto resumo do estudo bíblico da AEIME do dia 28/7/11 
Autores: Marcelo Andrade, Luiz Pereira, Davi, Priscila e Thiago, Felipe de Freitas, Felipe Holanda e Hanameel Carlos)

domingo, 15 de maio de 2011

NEGANDO OUVIR A DEUS


Quantas vezes queremos colocar Deus a parte de nossos planos. Pensamos até em não incomodar o Altíssimo… ‘Ele deve ter algo mais urgente e mais importante para se preocupar’. E vamos tomando ações que não estão na direção dEle. São caminhos muitas vezes que nos levam pra longe dEle e que nos põem na condição de filhos rebeldes, que não se importam com os conselhos do Pai.

Ontem debati sobre os conselhos dos pais com uns colegas de classe. Alguns, que não criam na Bíblia, imediatamente ridicularizaram o que seus pais falavam. Outros, mesmo crendo e tendo noção do princípio bíblico, preferiam seguir em suas próprias forças e quebrar a cara um pouco mais a frente.

É triste como muitas vezes fazemos igual a esses filhos, mas em relação a nosso Pai celestial. Imitamos a atitude do rei Acaz, nos tempos de Isaías. O profeta narra que o Senhor ordenou a Ele que pedisse um sinal (Isaías 7), mas este não quis, pois não queria aportunar o Senhor. Não que ele quisesse deixar Deus em paz: ele queria deixar o Senhor a parte do que ele iria fazer. Sem pedir a direção de Deus, Acaz preferiu pedir ajuda à Assíria, e levou o povo a uma grande ruína. Quantas vezes confiamos mais em coisas palpáveis do que no que Deus está falando.

Que não façamos como Acaz. Se queremos realmente viver para Deus, temos que honrá-lo como Pai, pois somos seus filhos amados. O honramos como Pai quando queremos fazer aquilo que Ele aprova, aquilo que agrada o coração dEle. Pode ser diferente do nosso. Pode ser que nos exija mais fé. Pode ser que seja mais doloroso. Mas será bem melhor. Quando escolhemos viver inteiramente para o Senhor, experimentamos em nossas vidas a sua boa, perfeita e agradável vontade.

Para basear nossas decisões, para que não nos percamos no caminho e para que não esqueçamos do que o Senhor acha, devemos nortear nossas vidas com a Palavra de Deus. Quando não fazemos isso e quebramos a cara podemos até pensar que Deus não está vendo, e esquecemos da vontade permissiva de Deus. Ele permitiu que nós escolhêssemos. Nos deu oportunidade para seguir sua orientação ou não. Se erramos e esquecemos dEle, teremos que amargamente viver as consequências de nossas escolhas erradas, assim como Israel teve que se submeter à Assíria.

Que nosso norte seja a cruz, que nossa bússola seja a Bíblia e que nossos ouvidos estejam atentos à voz do Senhor.

Por Luiz Pereira

sexta-feira, 1 de abril de 2011

ATRÁS DA BAGAGEM


Ao ler a história de Israel, há um momento bem interessante: a unção de Saul como Rei. O povo estava obstinado. Queria se equiparar às outras nações que tinham reis. Não queriam que o Senhor, o libertador deles, que os tirara do Egito com mão forte e poderosa e os trouxera a habitar aquela terra, fosse o único Rei. Eles queriam alguém humano. Deus, embora indignidado pelo coração duro do povo, mandou Samuel ungir Saul como Rei de Israel.

Depois que Samuel ungiu Saul, reuniu todo o Israel em Mispa para apresentar-lhes o novo Rei. Em uma assembleia com todas as tribos, Saul, como escolhido de Deus, seria declarado Rei sobre o povo. Entretanto, Saul se escondeu. Procuraram-o mas não o acharam. Ele estava escondido na bagagem. (1 Sm 10.22)

Essa atitude de Saul demonstra seu medo de assumir a responsabilidade que Deus havia lhe dado. Talvez estivesse inseguro de como proceder, ou tivesse medo do que os outros pensariam. Mas era Deus que o escolhera. Se Saul tivesse confiança em Deus, não temeria e assumiria o que Deus lhe havia proposto, crendo que Ele supriria meios para que o objetivo fosse alcançado.

Quantos de nós também somos chamados por Deus para assumirmos responsabilidades dentro do Reino. Não digo só aquelas bem visíveis, mas principalmente as que são conhecidas apenas nos céus, como dar testemunho de servo de Deus em seu local de trabalho ou estudo, ou ajudar um necessitado, por exemplo. Quem nos escolheu foi o Senhor. E por que ficamos nos escondendo nas bagagens? Ele é a fonte, o provedor. Dele é o querer e o efetuar. Se Ele nos chamou, ele nos capacita para a Sua perfeita vontade.

Não se esconda nas bagagens. Aceite o que Deus te deu com responsabilidade. Confie que Ele é quem faz a obra. Não é algo que vem de você – vem dEle! Não queira ser como Saul, que temeu e seu governo foi tomado de erros, por falta de temor e por auto-confiança. Acerte. Saia das bagagens e assuma suas responsabilidades no Reino. O mundo precisa e Deus te capacita!

Por Luiz Pereira

terça-feira, 29 de março de 2011

COM DEUS SE BARGANHA?


Com Deus se barganha? Acredito que não. Mas o que dizer então de Ana que, de tão angustiada que estava, pediu a Deus o direito de gerar um filho e entregá-lo totalmente para o serviço do Senhor, como escrito em 1 Samuel 1.11? Sua atitude foi correta?

Na época em que Ana vivia, a mulher que era estéril era totalmente desprezada. Mesmo que seu marido, Elcana, lhe devotasse muito amor, Penina, sua concorrente, a ridicularizava por que ela não podia gerar filhos. Com a alma amargurada, Ana subiu a Siló para clamar ao Senhor. Suas lutas, seu desejo ardente por um filho a impeliram a fazer esse voto a Deus.

Com certeza, Ana já havia clamado várias vezes por um descendente. Entretanto, não tinha obtido resposta. Quantas vezes nós também clamamos a Deus por diversas coisas. Um novo emprego, um casamento, filhos também, uma vaga na universidade, um filho livre das drogas, são apenas alguns exemplos de nossas prováveis petições. O que acontece é que demoramos a ouvir realmente o que Deus quer.

De Ana, Deus queria um sacerdote, um juiz e um profeta, como Samuel foi para o povo de Israel. Ele queria que Ana pusesse nas mãos dEle o sonho dela. E de nós? O que Deus quer? Será que temos compreendido o propósito de Deus em nossas petições? Ana pediu um filho mas o entregou ao Senhor, para seu serviço, e assim Samuel foi usado como bênção para o povo de Israel. E nós? O que estamos entregando para Deus? Quais são nossos votos? Queremos sonhos realizados apenas para nosso prazer?

Deus deseja que entreguemos a Ele nossas petições. Um voto que talvez o mundo não entenda, mas que Ele quer que façamos. Para a Sua glória. Para que engradeçamos o Seu nome.

Ana desejou tanto um filho, mas tinha prometido ao Senhor entregá-lo, e assim o fez logo que o desmamou (1Sm 1.24). O que temos dado ao Senhor? Temos cumprido nossos votos? Damos a Ele realmente o nosso melhor? Enchemos o Senhor de lembrancinhas ou damos a Ele um presente especial? Temos dado a Ele apenas o que nos é cômodo ou algo que é sacrifício para nós?

A vida cristã é renúncia. Não pare de sonhar, mas entregue seus sonhos ao Senhor. Ele te dá dádivas e quer que elas sirvam para a glória dEle. Dê a Ele o melhor, pois Ele já deu o Seu melhor por nós.

Por Luiz Pereira

quarta-feira, 16 de março de 2011

DESAFIANDO DEUS


Acho Davi um homem muito corajoso. Pequenininho, novinho, de bom aspecto, pastor de ovelhas – nunca havia vestido uma armadura, nunca tinha estado em frente de batalha. Porém, esse crente arretado, como se diz no meu Ceará, não desanimou diante do filisteu Golias. Quem já se viu um negócio desses? Um incircunciso desafiar o exército de Israel, povo de Deus? Golias estava desafiando Deus, não apenas o exército que se preparava medrosamente para a batalha.

Saul, teoricamente, por ser o mais alto entre os israelitas, deveria descer à batalha, mas não fez isso. Não quero pensar no motivo para isso, pois creio que o plano de Deus era mesmo quebrar com a soberba do filisteu usando um baixinho ruivo com um cajado e um estilingue. É, Deus usa as coisas loucas pra confundir as sábias...

Admiro Davi também porque não se intimidou mesmo com a crítica de seu irmão. Por ser mais velho e ‘experiente’ nas frentes de batalha ao lado de Saul, Eliabe humilhou Davi. O harpista, entretanto, não deu ouvidos, e dispos-se a batalhar com Golias, e vencer. O filisteu desafiou Deus, e o próprio Soberano o entregaria nas mãos do filho mais novo de Jessé.

Davi lutou e foi vitorioso. Venceu, por Deus, os que afrontaram seu Deus. Essa história é muito usada para encorajar as pessoas a vencerem os gigantes da vida. Há livros e mais livros, pregações e mais pregações sobre vencer na vida, ultrapassar os limites. Todavia, quero lhe levar a uma reflexão diferente. Muitas vezes pessoas desafiam nosso Deus, desafiam nossa fé. São palavras duras. Às vezes, nos chateamos, chegando-nos até a nos questionar sobre tudo que cremos. Dia desses eu mesmo passei por um desses apertos. Uma daquelas pessoas que tem a ciência como religião começou a ofender o cristianismo aos meus ouvidos.

Agora, vendo a história de Davi, vi que ele não deu ouvidos às palavras contrárias à sua caminhada que visava vencer o gigante. Acredito que o maior gigante para nós nesse mundo tão pecaminoso e sujo é manternos no Caminho. São tantas coisas que tentam nos empurrar, derrubar, fazer voltar ou apenas olhar para trás. É difícil – se você acha isso, saiba que não está sozinho. Faz parte da caminhada. Mas a vitória, ao fim, já está ganha. Veja o gigante já vencido, pois quem luta por você é o Senhor. Quem desafia Deus não tem uma vida de felicidade, e se não se arrepender, seu fim não será bom. Avance rumo ao Alvo. Não ouça quem desafia nosso Deus ou nossa fé. Olhe para frente. A batalha já está ganha. Quem desafia quem serve a Deus desafia o próprio Altíssimo.

Por Luiz Pereira

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

VOCÊ CONHECE A HISTÓRIA DE ONÉSIMO?

Você conhece a história de Onésimo? 
Onésimo era um escravo fugitivo de seu dono chamado Filemon. De acordo com a lei Romana todo escravo fugitivo tinha a pena de morte. Porém isso não aconteceu com Onésimo, sabe o porquê?
Isso não aconteceu porque Onésimo foi parar em Roma, e lá estava o apóstolo Paulo, servo de Deus. Através da pregação dele, Onésimo se converteu ao Senhor Jesus Cristo. Depois da sua conversão (ou seja, aceitação de Cristo Jesus como o Senhor da sua vida), Paulo o aconselhou que voltasse para o seu dono, e assim Paulo enviou uma carta a Filemon para que ele aceitasse Onésimo com amor e carinho, pois agora não era apenas  um escravo dele, mas era também irmão em Cristo.
Assim somos nós, muitas das vezes fugimos do nosso Criador e andamos pelo mundo vagamente a procura de uma tal felicidade, algo que possa nos encher. E essa fuga nos torna cada vez mais distante de Deus e cada vez mais próximos da morte espiritual. Porém, é preciso pararmos e voltarmos para Deus enquanto o podemos achar. É preciso ouvirmos a voz Dele, porque Deus é o Deus que fala, é o Deus que vive, é o Deus que nos dá a felicidade mesmo em tempos ruins.
Muitas das vezes fugimos/distanciamos de Deus, porque temos medo de determinadas coisas, porque às vezes não queremos abrir mão da nossa própria vontade, porque não o conhecemos ou não acreditamos que realmente há O Deus.
Mesmo com toda a nossa ingratidão e com o nosso “desconhecimento” de Deus, Ele enviou o Seu Filho amado para nos libertar e nos tornar amigos dEle. Isso tudo através da fé que você tem em Jesus.
Mesmo que você ache que a estrada está muito longa para voltar, Ele pode ir até  você caso queira, porque Deus só se achega a nós quando nos achegamos a Ele. Deus é tão bom que não nos obriga a nada!
Lembre-se que não há nada o que temer. Porque nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura poderá nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.
(Por Andreza Vaz)

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A VIOLÊNCIA: DE CAIM ATÉ A CIDADE DO RIO DE JANEIRO


A Bíblia em suas primeiras apresentações sobre o homem em seu estado de queda, de separado da comunhão com Deus, já fornece este relato: “Disse Caim a Abel, seu irmão: vamos ao campo. Estando eles no campo, sucedeu que se levantou Caim contra Abel, seu irmão, e o matou” (Gn 4.8).

A partir deste lamentável ato de Caim, inicia-se o percurso mundial da violência. Deus em sua sublime  justiça  elimina  através  do  dilúvio  toda uma geração perversa (Gn 7.22), pois assim afirma a Bíblia: “A terra estava corrompida à vista de  Deus  e cheia de violência” (Gn 6.11). Deus poupa a Noé, sua esposa, seus três filhos e suas três noras dentro da arca que mandou construir (Gn 7.1). Passado o dilúvio dos filhos de Noé vieram novas gerações e a violência novamente toma o seu maldito percurso.
Antes de chegar até os nossos dias nós vamos encontrar nos relatos históricos da humanidade que a violência foi até prioridade em muitos povos, ou contra muitos povos. Só um simples exemplo: Hitler x judeus. Observamos que o pecado que habita naturalmente no homem e as fortes influências de Satanás sobre este para que o mesmo se afaste de Deus e se envolva cada vez mais com o pecado tem se alastrado por centenas e centenas de anos chegando até aos nossos dias e de uma forma particular na cidade do Rio de Janeiro. Acredito que chegou ao ponto que chegou tão simplesmente por que a violência não compreende somente o uso das armas, mas primeiramente por que os que consomem as drogas são tão violentos quanto os bandidos traficantes, pois sustentam seus vícios com dinheiro muitas vezes ilícitos, como também gastam o fruto do seu suor naquilo que não é pão (Is 55.2).
Nota-se que se o Estado quiser combater tais atrocidades ele combate. Infelizmente demorou muito esta atual atitude, mas mesmo assim já trouxe um pouco de tranqüilidade aos honestos e antes intimidados trabalhadores do complexo do Alemão. Certamente a Igreja no Rio de Janeiro tem orado e evangelizado e agora se abre um espaço ainda maior para que ali o Reino de Deus se estenda ainda mais. Alguns se envolveram com os violentos traficantes por que criam que podiam ou deveriam ser “respeitados” tais como estes diziam ser. Porém, em Provérbios 24.1,2, somos avisados por Deus a ficarmos longe dos violentos: "Não tenhas inveja dos homens malignos, nem queiras estar com eles, porque o seu coração maquina violência, e os seus lábios falam para o mal."
É necessário que nós oremos por estes que estão envolvidos com o crime e por aqueles que combatem o crime. Pois Deus não tem prazer na morte do perverso e quer que este se converta dos seus caminhos e viva (Ez 18.23). A violência é um resultado do total afastamento do homem da presença do seu criador que tanto o ama e quer vê-lo salvo da sua vida de pecado e participar dAquele grande dia, o dia do arrebatamento da igreja. Lembre-se que a morte de Jesus na cruz foi um ato de muita violência. Mas, ele tudo suportou para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo 3.16). Amém!
 (Por Ev. Wellington Cardoso - publicado no informativo Ee-taow Dezembro 2010) 

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

MOLDADOS PELO OLEIRO


Dia desses, um fato corriqueiro me trouxe uma grande tristeza. Alguém me falou que eu não pareço com Cristo em algumas ações que faço. Como doeu ouvir aquelas palavras. Estamos caminhando aqui nesta terra rumo à perfeição, a ser achados segundo o coração de Deus, e ouvir aquilo foi um grande “balde de água fria” pra mim. O inimigo realmente nos tenta de qualquer forma desviar-nos, tirar-nos do alvo. Mas o Senhor me confrontou (e consolou) com o seguinte texto do livro de Jeremias:

“Como o barro na mão do oleiro, assim sois vós nas minhas mãos, ó casa de Israel.” 
(Jr 18.6)

Fui consolado por este texto porque reconheci sua soberania sobre minha vida. Quantas vezes usamos justiça própria para dizer como está o nosso nível de relacionamento com Deus, ou para achar que somos aqueles cristãos perfeitos. O Senhor realmente deseja que alcancemos a perfeição. Mas é um processo. O imediatismo muitas vezes nos impede de reconhecermos estações em nossas vidas.
O Senhor estava falando, através de Jeremias, que Ele tinha o domínio sobre Israel. O oleiro tem domínio sobre o barro, e faz o vaso de acordo com a sua vontade, preparando-o para o objetivo específico que quer daquele vaso. Se o vaso está ficando como não lhe agrada, então quebra o vaso, e reinicia, da argila novamente, até chegar ao produto desejado.
É difícil reconhecermos quando estamos nas mãos do nosso grande Oleiro. Nossa vaidade muitas vezes nos impede de ver sua mão tocando, agindo, moldando nosso ser conforme sua vontade. E muitas vezes brigamos com o nosso fabricante, como se o barro pudesse fazer algo para impedir o trabalho do oleiro. A lição que aprendo da casa do oleiro é essa: tudo que passamos aqui faz parte de um processo de fabricação, com o objetivo de sermos vasos perfeitos, prontos para toda boa obra (2 Tm 2.21). Quando não estamos [ainda] de acordo com a vontade do Pai, Ele nos quebra, volta-nos ao pó, mostra sua soberania sobre nós e reinicia o trabalho, até que estejamos prontos para o que Ele quer fazer através de nós.
A caminhada de cada cristão pode-se comparar ao processo de fabricação do vaso. O oleiro vai tirando as imperfeições do vaso, usando métodos que até podem a priori nos magoar, como o “balde de água fria” do início do texto, e pode até nos quebrar por completo, mas estamos certos de que Ele nos refaz, e transforma-nos para que sejamos instrumentos para honra, vasos para Sua glória. A perfeição nós alcançaremos nAquele dia, onde encontraremos nosso amado e soberano oleiro, que se alegrará a nos ver, frutos do seu trabalho, santos e imaculados, vitoriosos com Ele.

“Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito.” (Is 53.11a)

Que nós possamos estar nas mãos do oleiro, preparando-nos para cumprirmos todos os propósitos dEle em nossas vidas aqui na terra. Termino esse post com uns versos da Ana Paula Valadão:

“Teu amor me desfaz,
quebra tudo e faz de novo,
e de novo teu amor me refaz.”
(Por Luiz Pereira)

terça-feira, 21 de setembro de 2010

PARA CONHECÊ-LO

O propósito de Deus na vida de Jó e nas nossas vidas

Você conhece a Deus? Talvez você conheça porque já trata-se de um senso comum. Muitas pessoas acreditam que existe um ser que criou tudo e que é sobre todos. Nada além disso. Outras sabem da crença mas preferem não acreditar. Poucas são as pessoas que buscam conhecer a Ele realmente, profundamente.
Tenho sido confrontado com a história do livro de Jó. No primeiro verso do livro, Jó é descrito como “homem íntegro, reto, temente a Deus e que se desviava do mal”. Quando Satanás vai falar com Deus, é o próprio Deus quem aponta para a vida de Jó. O próprio Deus exalta o seu servo “Viste o meu servo Jó?” (Jó 1.8). Satanás retruca que como Jó não podia deixar de ser reto, visto que possuía muitos bens (Jó 1.10). Jó realmente era muito rico, e é até citado como “o maior [de todos os homens] do Oriente” (Jó 1.3). Satanás então propõe a Deus que tire todos os bens de Jó, para ver se ele realmente temia a Deus. O Soberano então permitiu que Satanás tirasse todos os bens de Jó, sem lhe tirar a vida (Jó 1.12).
Começa aí uma série de desgraças na vida de Jó. Ele perde todos os seus rebanhos, todos os seus servos e os seus dez filhos. Todos são mortos de um modo inexplicável. Jó porém humilha-se e dá uma das afirmações mais corajosas de toda a Bíblia, uma afirmação do reconhecimento da soberania de Deus sobre sua vida: “Nu saí do ventre da minha mãe, e para lá voltarei do mesmo modo. Bendito seja o nome do Senhor. Ele deu e Ele mesmo tomou” (Jó 1.21). Jó não culpou a Deus, não Lhe imputou falta alguma (Jó 1.22). Ele simplesmente confiou.
Em mais uma conversa com Deus, Satanás diz que Jó não blasfemou porque Deus mantinha-lhe a saúde. Então Deus permite que Satanás tire-lhe a saúde, sem tirá-lhe a vida (Jó 2.6). Assim aconteceu. Jó teve doenças horríveis, e diante dessa situação sua esposa disse: “Ainda conservas a tua integridade? Amaldiçoa esse Deus e morre.” (Jó 2.9) Mas Jó, em mais uma afirmação de fé, diz que aceita de Deus tanto o bem quanto o mal (Jó 2.10).
No decorrer do livro, há várias discussões a cerca de um possível motivo para esses males alcançarem Jó. Uns amigos tentam levá-lo a crer que foi por causa de algum pecado, e o persuadem a arrepender-se. Ele, entretanto, descarta essa possibilidade, pois sabia de sua integridade para com Deus.
No fim do livro, Deus responde ao clamor de Jó. Deus não precisava justificar Suas ações, mas queria que ele tivesse um outro entendimento sobre a pessoa dEle. “Sei que tudo podes e nenhum dos teus planos pode ser frustrado” (Jó 42.2). Jó então reconhece que aquilo tudo passou-se com ele foi para que ele pudesse conhecer a sabedoria e o poder de Deus. “Antes eu te conhecia de ouvir falar, mas agora os meus olhos te veem.” (Jó 42.5) Tudo que Jó passou, toda a sua desgraça, todo seu sofrimento, foi para que Ele viesse a conhecer mais a Deus. O próprio Deus preparou aquilo para que Jó pudesse conhecê-lo mais, para que Jó o servisse sabendo a quem estava servindo.
Quantas vezes Deus permite que passemos por situações que no momento em que vivemos não conseguimos entender, para que nós possamos aumentar nossa fé e para que nós possamos conhecer a quem estamos servindo. Ele quer que o sirvamos conhecendo-o. Vivamos no seu conhecimento, pois se nós conhecermos a Deus, Sua natureza, Sua sabedoria, Seu poder, Sua soberania e todos os Seus atributos, nossas vidas não serão mais as mesmas. Nós estaremos mais próximos dEle.
Que nós possamos reconhecer quando Deus quer se revelar a nós. Ele deseja que o conheçamos, como está escrito em 1 Tm 2.4 “[Deus] deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade”. Mas você, deseja conhecê-lo?
(Por Luiz Pereira)