domingo, 31 de outubro de 2010

A REFORMA PROTESTANTE


A Reforma Protestante é um dos principais marcos do cristianismo. Neste artigo não serei exaustivo, prender-me-ei em pontos relevantes que formularam um novo caminho para o cristianismo autêntico. Nas últimas décadas da Idade Média, a igreja ocidental viveu um período de decadência que favoreceu o desenvolvimento do grande cisma do Ocidente, registrado entre 1378 e 1417.
Fatores importantes contribuíram para a Reforma: as mudanças geográficas, políticas, intelectuais e religiosas. Muitos movimentos reformistas surgiram em aberta oposição à hierarquia eclesiástica. No século XII, os valdenses, conhecidos como "os pobres de Lyon" ou "os pobres de Cristo", questionaram a autoridade eclesiástica, o purgatório e as indulgências. No século XIV, na Inglaterra, John Wycliffe defendeu idéias que ajudariam o movimento protestante e que influenciariam o reformador tcheco João Huss e seus seguidores os hussitas e os taboritas nos séculos XIV e XV. Em 1517, Tetzel um padre dominicano, pregava sobre as indulgências com grande exibicionismo afirmando: cada vez que cai a moeda na bolsa do frade, uma alma sai do purgatório.
Surge Lutero, que influenciado pela leitura da Carta de Paulo aos Romanos resolveu protestar fixando suas 95 teses, condenando o uso das indulgências. Lutero não estava só, pois os ideais da reforma  já  estavam  estourando em diversas partes: Zurique sob o comando de Ulrich Zwingli; na França sob a liderança de João Calvino e nos países ditos baixos. Era o dia 31 de outubro de 1517, véspera do dia de "todos os santos", quando milhares de peregrinos afluíam para Wittenberg, para a comemoração do feriado do "dia todos os santos e finados", 1 e 2 de novembro. Era costume pregar nos lugares públicos os avisos e comunicados. Lutero aproveitou a oportunidade para combater as indulgências.
As principais doutrinas defendidas por Lutero fundamentaram assim, a supremacia: das Escrituras sobre a tradição, da fé sobre as obras e do povo sobre o sacerdócio exclusivo. Em seguida exigiram que Lutero se retratasse, mas ele foi inflexível e afirmou diante do imperador:

"É impossível retratar-me, a não ser que me provem que estou laborando em erro, pelo testemunho das Escrituras ou por uma razão evidente. Não posso confiar nas decisões de concílios e de Papas, pois é evidente que eles não somente têm errado, mas se têm contraditado uns aos outros. Minha consciência está alicerçada na Palavra de Deus. Assim Deus me ajude. Amém".

Em suma temos que a Reforma Protestante estabe-leceu cinco doutrinas bíblicas essenciais:
1-     Sola Scriptura, somente a Escritura: afirma a doutrina bíblica de que somente a Bíblia é a única autoridade para todos os assuntos de fé e prática.
2-     Sola Gratia, somente a graça (salvação somente pela graça): afirma a doutrina bíblica de que a salvação é pela graça de Deus apenas, e que nós somos resgatados de Sua ira apenas por Sua graça.
3-     Sola Fide, somente a fé (salvação somente pela fé): afirma a doutrina bíblica de que a justificação é pela graça somente, através da fé somente, por causa somente de Cristo.
4-     Solus Christus – somente Cristo: afirma a doutrina bíblica de que a salvação é encontrada somente em Cristo. e
5-     Soli Deo Gloria, glória somente a Deus: afirma a doutrina bíblica de que a salvação é de Deus, e foi alcançada por Deus apenas para Sua glória.
Após tudo isso e todas as perseguições e heresias que vieram a seguir, somente contribuíram para que a igreja voltasse a ter novamente seus princípios da era apostólica, e claro, que com menos intensidade, mas não desamparada, pois a Reforma Protestante foi o início de muitas outras mudanças e que se seguem até os nossos dias. Amém!
(Por Ev. Wellington Lopes Cardoso)

terça-feira, 26 de outubro de 2010

ELE VEM!

Pouco se fala hoje sobre a segunda vinda de Jesus. Tenho tido um certo incômodo dentro de mim quanto a este assunto. Apesar de precisarmos de sermões e ensinamentos sobre como o nosso proceder aqui na terra, necessitamos saber o porquê da nossa nossa, a razão da nossa esperança.
O apóstolo Paulo nos escreve em 1 Coríntios 15.19 “Se a vossa esperança em Cristo se limitar apenas a esta vida, vós sois os mais miseráveis dos homens”. A nossa fé em Cristo tem um objetivo que vai além de um estilo de vida correto aqui na terra. Ele nos deu a vida eterna, que começamos a experimentar aqui a partir do momento que o aceitamos como Senhor e Salvador, mas que continuará na Glória.
Desde a queda do homem, um plano maravilhoso foi arquitetado por Deus para redimir a humanidade “e o descendente da mulher te ferirá [ferirá a serpente] a cabeça” (Gn 3.15b – grifo meu). Esse descendente prefigura Cristo, único capaz de trazer a redenção ao homem. Cristo escarnou-se, viveu três ativos anos de ministério, morreu e ressuscitou ao terceito dia. Na sua assunção aos céus, descrita em Atos 1, varões celestiais falam aos discípulos “Esse Jesus que dentre vós foi assunto aos céus, virá do modo que o vistes subir” (At 1.11).
Os discípulos, após receberem o Espírito Santo, levam a mensagem do Evangelho a toda a terra, anunciando a segunda vinda de Cristo. Este é o motivo que estamos vivos: esperamos a vinda dEle. Os cristãos que vivem segundo os padrões da Bíblia tem a esperança de vida eterna ao lado de Cristo. Haverá um dia em que todo esse mundo natural não existirá, e a Igreja de Cristo, remida e lavada no sangue carmesim de Jesus, estará com Ele em Glória para sempre.
Em 1 Tessalonisenses 1.9b,10, o apóstolo falava que vivemos para Cristo, aguardando sua vinda que nos livrará da ira vindoura. Deus é justo. Depois da queda, sua justiça era a condenação da humanidade. Por meio de Jesus o acesso com o Pai foi refeito. E só por meio dEle somos salvos da ira de Deus contra a impiedade humana (Jo 5.24). Ledo engano é pensar que obras boas evitarão que Deus ponha em prática sua justiça. Jesus fez-se pecado, justificando-nos por sua morte. Apenas aceitando-o e vivendo segundo Ele, estaremos salvos.
Muitos cristãos tem-se deixado levar por doutrinas que negam a segunda vinda de Cristo. Muitos julgam que está demorando muito, e o Noivo não vem buscar sua noiva amada. Não se deixe engodar nessas teorias. Em Apocalipse 22.12, Jesus fala “Eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo para dar a cada um segundo suas obras”. Somente o Pai sabe a hora da volta de Cristo, e Ele não voltou ainda porque deseja que muitos ainda se salvem, por sua misericórdia. O Evangelho deve ser anunciado a toda criatura.
Como crentes que esperam Sua vinda, temos que nos perguntar todo momento: Se Jesus voltasse agora, eu subiria com Ele? É uma pergunta de difícil respostas, mas somos admoestados pelo Mestre a sermos prudentes, para sermos achados aprovados, prontos, para o encontro com o Noivo. Devemos ser como aquelas virgens prudentes, que guardaram azeite até o noivo chegar.
Estamos vivendo tempos difíceis. São dias trabalhosos, é o tempo do fim. As profecias de Mateus 24 estão cumpridas. Devemos estar preparados para encontrarmos com nosso Noivo. Será um júbilo eterno. Lá não haverá dor, tristezas, lágrimas, mentira, pecado. Estaremos eternamente contemplando a Beleza do Senhor. Que o Senhor nos encontre prontos, sempre, certos de que Ele vem! Quem sabe, pode ser agora. Maranata, ora vem, Senhor Jesus!
“Venho sem demora. Guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.” 
(Ap 3.11)
(Por Luiz Pereira)

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

VOLTEMOS AO MANANCIAL


Com o quê você procura satisfazer-se? Será que é com romances, com a fama, com o dinheiro, com o poder, com mordomias, com a idolatria? Você tem sede de algo, e busca de diversas formas saciar-se. Será que você tem depositado suas esperanças em quem realmente pode saciar sua sede?
Fiquei impactado com o texto de Jeremias 2, onde o Senhor fala para Israel sobre a sua prostituição. Israel havia abandonado a Deus. Deus indaga que queixa o povo teria para deixá-lo, pois Ele sempre foi e deu tudo para o povo escolhido. O Soberano não conseguia entender como Israel o havia abandonado, Ele sendo verdadeiro Deus, porque nem mesmo as nações pagãs haviam abandonado seus deuses, que nem mesmo eram deuses de fato.
Quantas vezes nós também, escolhidos para sermos filhos de Deus, nos desviamos de Deus. Estamos mais interessados em coisas do mundo, em fama, em reconhecimento, em vaidade, em prazer – coisas que são inigualáveis às bênçãos advindas de seguir a Deus e viver segundo seu propósito. Nossas motivações estão erradas e ficamos a contender com Deus não querendo reconhecer nosso erro. Estamos focados em adorar criaturas, ao invés de venerar única e exclusivamente o Senhor Santo. Tudo que tira o nosso foco de Deus é idolatria, e temos nos enveredado por esse caminho muitas vezes sem reconhecer.
Só Deus pode saciar nossa sede, mas sempre queremos encontrar fontes falsas, que não nos dão a água da vida. “A mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas rotas, que não retém água” (Jr 2.13). Cavamos para nós cisternas que não podem nos satisfazer e nos indagamos sempre porque o vazio tão grande que há dentro de nós. Não reconhecemos que só Ele pode saciar nossa sede, pode preencher nosso vazio. Estamos afastados de Deus, mesmo que com livre acesso. Ele nos chama, mas vamos em direção contrária.
Quero desafiar você a voltar-se a Deus. Não me entenda mal, não estou julgar ninguém, é algo real para mim também. Desejo que nossos corações retornem ao primeiro amor. A sua bondade nos leva a nos arrependermos, e isso deve ser dia a dia. Que sejamos como o Israel que recebia tudo de Deus e o servia com alegria – mesmo no deserto, Deus em tudo os supria. É um desafio diário, para mim e para você, deixarmos de lado nossos “deuses” que muitas vezes criamos sem reconhecer. Temos que abrir mão de reconhecimento, de fama, de prazeres, de nossas “cisternas rotas”, e nos voltarmos ao Manancial do águas vivas, nosso Senhor Jesus, fonte inesgotável de vida e paz.
(Por Luiz Pereira)

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

PAZ SEJA CONVOSCO!


Seu coração já esteve sem paz? Já experimentou dúvidas eternas, decisões a tomar, lutas cotidianas, falta de esperança? Já deixou seu coração e sua mente se atemorizarem pelas mais diversas razões? É quase certo que a sua resposta a estas perguntas é sim. Passamos por momentos difíceis em nossa caminhada aqui na terra, mas Cristo nos dá a sua Paz.

“Ao cair da tarde daquele dia, o primeiro da semana, trancadas as portas da casa onde estavam, os discípulos com medo dos judeus, veio Jesus, pôs-se no meio deles e disse-lhes: Paz seja convosco.” (João 20.19)

Os discípulos viviam um momento muito delicado. Aquele em quem depositaram suas confianças havia morrido. De repente, aquele Mestre poderoso em palavras e boas ações encontrava-se nas mãos de carrascos, sendo julgado por judeus que desejavam sua crucificação. Não seria Ele o Messias, Aquele que havia de vir?
Os discípulos ainda não podiam compreender que tudo aquilo era necessário. Mesmo Jesus avisando diversas vezes sobre sua ressureição no terceiro dia, eles se atemorizaram. Judeus os odiavam, e agora o Mestre deles não estava mais com eles. Como seriam suas vidas depois da cruz? Eles teriam paz novamente?
O terceiro dia chegou, e trouxe de volta a Esperança. Jesus ressuscitou. Quando o Senhor ressurreto visita seus discípulos que estavam trancafiados por medo dos judeus, mostra que a sua vida lança fora todo temor. Seu sangue derramado e o túmulo vazio foram suficientes para lhes darem a Paz. Cristo levou na cruz toda dívida de pecado, tornou-se Cordeiro, foi sacrificado para que o homem pudesse novamente voltar a Deus. A Paz que Ele dá apesar de tudo é a convicção que Ele está vivo. “O castigo que nos traz a paz estava sobre Ele e pela suas pisaduras fomos sarados” (Is 53.5).
Que apesar de vivermos situações que queiram perturbar nosso coração, que nossa mente possa trazer a memória que Ele está vivo eternamente, que a vida dEle é a nossa esperança. Que possamos vê-lo ressureto, com suas feridas nas mãos e no lado (v.20) e reconhecermos que Ele é a nossa PAZ!
(Por Luiz Pereira)

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

RELACIONAMENTO COM DEUS PELA ORAÇÃO


O que Deus espera de nós?
Vejamos o exemplo do povo de Israel e de Moisés. Em Êxodo 3, Deus se manifestou numa sarça ardente, que não se consumia, a Moisés como o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, ou seja, como o Deus da aliança com os patriarcas, como um Deus pessoal, um Deus que se relacionava com o homem. Deus disse a Moisés que ouviu o clamor de Israel, Seu povo (Ex 3.7), por isso estava chamando Moisés para sair da terra de Midiã e descer ao Egito. Deus libertaria o povo da escravidão. Moisés tentou dar um monte de desculpas, mas o chamado de Deus era maior.
Moisés desceu ao Egito, advertiu Faraó várias vezes, as pragas vieram e devastaram a terra, os primogênitos egípcios morreram e, enfim, os israelitas saíram da terra da escravidão. O povo passa pelo Mar Vermelho e Deus destrói o Exército Egípcio. Até aquele instante da história, Deus já havia se manifestado tremendamente àquelas pessoas, mas Israel chegou ao deserto, e as dificuldades começaram a bater à porta. O povo murmura por causa da sede (Ex 15.24), por causa da fome (Ex 16.3) e chegam a dizer que no Egito era melhor porque sentavam em frente às panelas de carne e se fartavam. Mas agora eram livres, enquanto no Egito eram escravos.
Qual era a atitude de Moisés nessas situações? Apresentar a situação a Deus (1Pe 5.7). Moisés buscava direção do alto, orava, conversava com Deus. Orar é ouvir e falar com o Pai, é estar em comunhão com Deus. Nós podemos orar a Deus em qualquer momento, mas precisamos entender algumas coisas sobre oração.
A Bíblia deixa claro que os ouvidos de Deus não estão surdos para não nos poder ouvir, mas existe um motivo que nos separa de Deus, o pecado que encobre nosso rosto (Is 59.1-2). Acontece quando desviamos nossos ouvidos de ouvir a Palavra (Pv 28.9) e contemplamos a vaidade em nossos corações (Sl 66.18), então, até nossas orações se tornam abominação para Deus.
Muitas vezes, pedimos e suplicamos a Deus por um motivo, então Ele responde para esperarmos e descansarmos nEle (Sl 37.7). Confie em Deus! Aconteceu com Daniel, ele teve que esperar 21 dias por uma resposta, a sua pode demorar mais ou menos, mas chegará. Se você estiver orando dentro da vontade de Deus saiba que suas palavras não estão sendo em vão (Dn 10.12-13).
A oração serve para que a vontade de Deus seja feita na terra, e não para que a nossa vontade seja feita no céu (1Jo 5.14-15). Peça dentro da vontade de Deus. Muitos não recebem porque não pedem, e quando pedem, pedem mal. Outras vezes Deus diz não, para não nos tornarmos soberbos (2Co 12.7-10). Deus se manifesta nas nossas fraquezas: quando estamos fracos é que somos fortes. Precisamos sempre depender de Deus.
Orações não são mágicas, nem truques para tentarmos barganhar com Deus ou obter algum favor em troca (Mt 6.5-8). Deus se agrada de sinceridade e não de hipocrisia. Também é importante agradecer (1Ts 5.18).
Além disso, um excelente motivo para orarmos é que Jesus orava (Mt 26.36).
(Por Jonathan Oliveira)

terça-feira, 12 de outubro de 2010

CRIANÇAS: RESPONSABILIDADE NOSSA


“E aquele que, por ser meu seguidor, receber uma criança como esta, estará recebendo a mim. Quanto a estes pequeninos que crêem em mim, se alguém for culpado de um deles me abandonar, seria melhor para esta pessoa que ela fosse jogada no lugar mais fundo do mar, com uma pedra grande amarrada no pescoço. Ai do mundo por causa das coisas que fazem com que as pessoas me abandonem!” (Mateus 18: 5-7)

Nossa responsabilidade como pais, educadores e cristãos acima de tudo, está no cuidado que temos que ter com as crianças. Não só aquelas  que estão diretamente sobre nossa responsabilidade, mas também com aquelas que não  possuem nenhum tipo de apoio.   
 Isso é muito mais que respeitar a  algum código ou lei.  Fazer isso é um sinal de que  estamos caminhando com  Cristo, e que temos a capacidade de compartilhar do amor Dele com os outros.
Sendo assim, chamo a igreja do Senhor Jesus a uma reflexão: Será que temos olhado para esses pequeninos com os mesmos olhos que Cristo olhou?Será que temos dado a devida importância a essas crianças na nossa igreja e na nossa sociedade?
O fato é que, atualmente, as nossas crianças têm sido protagonistas da violência em nosso estado, algumas vezes como vítimas e em outras, como autores desses atos. E isso é a conseqüência da falta do amor do Cristo, resultante da ausência de pessoas que estejam, dispostas a interceder e a doar seu tempo em favor desses pequeninos, pois quando  abstemo-nos de apresentar o AMOR de Cristo, de forma indireta, estamos também impedindo que estes se cheguem até ELE .
Eis algumas amostras dessa realidade:
O Ceará ocupa o 3° lugar no ranking de trabalho infantil, é também o 3° da exploração sexual de crianças.
Somente no ano passado foram registrados 3.000 casos de violência contra a criança e ao adolescente e 496 casos de denúncias de negligência familiar.
Então você pode está se perguntando: “Mas o que tenho haver com isso? Afinal isso não está acontecendo na minha casa!”
È nesse momento que lhes remeto  a duas ordenanças.
A primeira e maior de todas é a do Nosso Mestre Jesus quando disse:

“Deixai vir a mim os pequeninos e não os embaraceis, 
porque dos tais é o reino de Deus” (Lc 18:16)

A segunda, da Constituição federal, que preconiza:
“É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”.
(Artigo 227 caput da Constituição Federal de 1988)
Nosso objetivo com este texto não é somente de exortar, mas sim de convocar a igreja do Senhor para que a partir deste dia possa dar um novo olhar às nossas crianças e a entender que temos uma responsabilidade no âmbito espiritual e social, e assim guerrear por elas.
(Por Sarah e Susy Nobre)


sexta-feira, 8 de outubro de 2010

SER OU TER: A QUESTÃO DA VIDA


Luzes, cores, movimentos rápidos, avanços tecnológicos que proporcionam resultados imediatos: encurtamento de distâncias, comunicação eficiente, muito mais pela velocidade em que ela acontece do que pelo seu conteúdo.
Tudo isso faz parte da nossa realidade e está ao nosso alcance promovendo um certo encantamento e um fluir de desejos e necessidades que antes pareciam não existir. Desejo de ter, de conquistar, de superar limites, de ir mais longe, e isso em tempo recorde. Não interessa com quem, muito menos o onde se quer chegar. Ir é o que interessa, ter meios pra isso é a prioridade.
Em nome do crescimento, da prosperidade, do avanço, vamos nos desfazendo de laços familiares, nos distanciando das pessoas, preferindo um click a um aperto de mão, uma tecla ou um símbolo engraçado a um abraço apertado, daqueles de fazer doer as costelas e tirar o fôlego.
As vozes vão se calando, substituídas por letras e cores ou qualquer outro som estranho. A velocidade existe, a tecnologia está  aí, só que cada vez menos a usamos para unir nossas vidas em laços de amizade, de carinho, de ternura e de amor.
Estamos trocando pessoas por coisas, transformando-as em objetos e nos divertindo com isso, chamando prazer de felicidade, mentira de verdade, trocando o conteúdo pelo continente, a essência pela forma. Perdendo a identidade, fazendo questão de nos despojarmos de nossas raízes e chamando isso de liberdade sem perceber que as prisões estão se firmando sobre nós... Que nos tornamos cada vez mais dependentes de coisas que de pessoas.
E o ser humano se desumaniza, nessa corrida pelo ter, nessa ânsia por conquistar. E calamos a voz da nossa consciência que insiste em nos fazer perceber o que é realmente importante. Não temos tempo agora pra isso. Então, deixamos pra pensar depois, lá no final, sobre um leito de hospital ou diante da cruz que marca o fim da trajetória de algum ente querido, naquele lugar que pouco queremos freqüentar: o cemitério.
Se nos permitirmos ter tempo, façamos hoje esta reflexão. Não somos donos do amanhã, ainda que sejamos capazes de projetar nossa vida em blocos de 5, 10, 15 ou 20 anos. Só sabemos que existimos, aqui e agora... Portanto, é necessário avaliar o que realmente importa pra nós HOJE. Na nossa lista de prioridades, o que vem primeiro? Onde estamos plantando raízes? No mundo do ter ou no oásis do ser? O que achamos mais importante: aquilo que o dinheiro compra, ou aquilo que não tem preço? 

 "De tudo que se deve guardar, guarda o teu coração, 
pois dele procedem as saídas da vida!" (Provérbios 4.23)
(Por Caroline Vieira)

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

QUESTÃO DE ESCOLHA


Cotidianamente fazemos escolhas: o que comer, que caminho pegar, que tarefa realizar. Será que também escolhemos quem perdoar? Selecionamos entre os que merecem e os que não merecem realmente nosso perdão? Essa é uma escolha que quem conhece Jesus e já desfrutou do seu perdão não deve fazer. Afinal ele não mediu nem pesou nossos pecados. Não verificou se merecíamos até porque nenhum de nós merecemos (Romanos 3: 23,24) e já estávamos fora da Glória de Deus antes do sacrifício e do sangue derramado. (Mateus 26:28).

No livro de Mateus, Jesus conta uma história que nos serve de exemplo. Havia um servo que devia ao seu senhor, e chegado o dia de acertar as contas, não tinha condições de pagar e ao implorar misericórdia ao seu senhor, sua dívida foi cancelada. Mas, saindo da presença de seu senhor, encontrou com um dos seus conservos que lhe devia implorou para que tivesse paciência, pois não tinha como pagar a dívida. E ele esqueceu tudo o que o seu senhor fez por ele. (Mateus 18:21-35). Qual o direito que nós temos de negar aos nossos irmãos aquilo que nós já recebemos? Perdoar é demonstrar que o perdão de Deus verdadeiramente nos transformou, é refletir o quanto somos gratos por esse ato de amor. Ora devemos saber todos os dias que a profundidade do amor de Deus cobriu todos os nossos pecados. Ele não teve nenhum critério para nos presentear com seu perdão e agora somos livres para perdoar ilimitadamente, assim como ele nos ensina e nos perdoa.                                                                                                                               
(Por Sarah Nobre)

“Em vez de repudiar nossos pecados, 
Ele os assume e, inacreditavelmente, sentencia a si próprio”.
(Max Lucado)
video

O que é mais importante: perdoar ou pedir perdão?
Quem pede perdão mostra que ainda crê no amor…
Quem perdoa mostra que ainda existe amor para quem crê…
Mas não importa saber qual das duas coisas é mais importante…
É sempre importante saber que: perdoar é o modo mais sublime de crescer, 
e pedir perdão é o modo mais sublime de se levantar.





(Textos publicados no Informativo Ee-taow Outubro 2010)

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O PADRÃO DO PERDÃO DIVINO


Ao ouvir o ensino de Jesus sobre como devemos insistir em pedir perdão ao próximo e buscar incessantemente a reconciliação com o irmão, Pedro, espantado com tão elevado padrão, dirige-se a Jesus e interroga-lhe: “Senhor, devemos perdoar até sete vezes?” Ao que Jesus responde: “Não só sete, mas setenta vezes sete.” Jesus elimina assim todo o limite que Pedro, você ou eu pensávamos devesse haver para se perdoar. A mente humana decaída só conseguiria conceber vingar-se setenta vezes sete (Gn 4:24) mas Jesus mostra-nos um padrão muito mais elevado: o perdão divino. Depois de surpreender Pedro e os demais ouvintes com sua resposta sobre perdão, Jesus trás uma parábola (Mt 18.23-35) que é ilustração daquilo que Ele queria ensinar sobre perdoar no padrão divino. Essa parábola nos ensina quatro princípios sobre perdão que devemos ter sempre em mente:


1.    TODOS SOMOS DEVEDORES: Todos devemos a Deus. Todos devemos mais do que valemos. Nosso pecado e culpa são maiores do que nossa capacidade de pagá-los. (v.25)


2.    TUDO QUE O PROXIMO NOS DEVE É INFINITAMENTE MENOR, QUE O QUE DEVEMOS A DEUS: Ao rei o servo devia 10 talentos (60 milhões de denários), o seu conservo lhe devia apenas 100 denários. O que o próximo me deve não se compara com o que devo a Deus (v. 24, 28)


3.    TODOS OS QUE RECEBERAM PERDÃO TEM O COMPROMISSO PERPÉTUO DIANTE DE DEUS DE PERDOAR: Você tem o compromisso perene e definitivo de perdoar tantas vezes quantas forem necessárias, pois você também recebe esse perdão de Deus (v.32).


4.       QUEM NÃO PERDOA COLOCA-SE DEBAIXO DO JUíZO DE DEUS: Aquele servo malvado foi lançado aos verdugos, dos quais tinha sido poupado anteriormente, assim também Jesus nos alerta: “Da mesma maneira, meu Pai celeste vos fará se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão” (v. 35).


Existe uma história que fala de um certo beduíno que estava na sua tenda ao sol da palestina, quando entrou correndo um garoto adolescente chorando ofegante. Logo em seguida chegou também uma turba alvoroçada empunhando cacetes e facas. Abriram a portinhola da tenda e disseram: “- Dá-nos o garoto porque ele é um assassino!” O beduíno respondeu: “- Mas há uma lei entre nós que diz que se um assassino se refugiar na tenda de alguém e essa pessoa lhe der abrigo e guarida, então ele está absolvido. Eu me compadeci desse garoto, quero perdoar-lhe”. E o garoto tremia. Mas eles disseram: “– Você quer perdoar-lhe porque não sabe o que ele fez nem quem ele matou”. O beduíno falou: “– Não importa, quero perdoá-lo”. Os homens então afirmaram: “– Ele matou seu filho! O corpo está lá fora sangrando na areia!” O beduíno caiu em profundo silêncio por alguns instantes, depois, enxugando as lagrimas, disse: “– Então vou criá-lo como se fosse meu filho, a quem ele matou”. Deus não fez isso por nós ao entregar Seu Filho? Esse é o padrão do perdão divino. E o padrão para o qual Deus nos desafia.                               


(Por Angércio Júnior - publicado no Informativo Ee-taow Outubro 2010)

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

NÃO PERECÍVEL


“Trabalhai, pois, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará, porque Deus, o Pai, o confirmou com seu selo.” (Jo 6.27)

Uma grande multidão seguia Jesus. Para onde o Mestre ia, eles arranjavam um modo de ir. Entretanto, Jesus rebate duramente à busca dEles. Eles estavam seguindo-O não pelo fato de Jesus fazer grandes sinais, mas porque no dia anterior foram fartos com pães e peixes da primeira multiplicação de Jesus. Eles estavam ali pela motivação errada – uma motivação materialista.
Que duras palavras são as de Jesus. E elas nos alcançam hoje. Quantas vezes buscamos a Deus pelas bênçãos que Ele pode nos dar. Se Deus nos dá algo, não queremos decepcioná-lO e tentamos nos aproximar dEle. Se desejamos que Ele nos dê algo, tentamos uma ilusória barganha. Nosso interesse nas mãos de Deus nos domina. Queremos que Ele nos supra, realize nossos sonhos, nos dê um melhor emprego, não nos deixe passar necessidades, enquanto tudo isso é uma consequência - “as demais coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33).
Jesus nos adverte duramente a buscar algo que não é perecível. Algo que não se estraga. Algo que é eterno – a Vida que Ele nos dá. Nele está a vida em toda a sua plenitude, e Ele deseja que o busquemos não levando em conta o que Ele pode nos dar, mas o que Ele é. Ele deve ser a nossa vida - o centro, a motivação, a razão da nossa existência. Ele não quer que busquemos suas mãos, mas sua face. Contemplá-lo, para que tenhamos vida. Vê-lo para que o encontremos, tenhamos comunhão com Ele e que o nosso relacionamento cresça, confirmado pelo selo que Ele nos deu, que é o Espírito Santo.
A vida eterna está em Cristo. Ele quer que achemos vida nEle. Ele é o verdadeiro alimento. “Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome, e o que crê em mim jamais terá sede” (Jo 6.35). Que nosso labor, que nosso esforço, esteja em buscá-lO, conhecê-lo mais. Não esperando receber nada em troca, que nós nos acheguemos ao verdadeiro pão, à verdadeira comida – Cristo – para saciar nossa fome e encontrarmos refrigério para nossas almas.
Que nossa motivação seja a pessoa de Cristo. DEle, por Ele e para Ele!
(Por Luiz Pereira)